Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-los no ciclo de produção de que saíram. E o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.
Reciclagem é um termo originalmente utilizado para indicar o reaproveitamento (ou a reutilização) de um polímero no mesmo processo em que, por alguma razão foi rejeitado.
Reciclar outro termo usado, é na verdade fazer a reciclagem.
O retorno da matéria-prima ao ciclo de produção é denominado reciclagem, embora o termo já venha sendo utilizado popularmente para designar o conjunto de operações envolvidas. O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.
Por que reciclar
A quantidade de lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg.
* Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.
* Só o Brasil produz 240 000 toneladas de lixo por dia.
* O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e pelo perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas,etc.
O futuro não é nada promissor quando se trata do descarte de materiais no ambiente. Estes produtos são apenas uma parte da nossa pegada ecológica , que é saber o quanto impactamos no planeta por meio de nossas ações , escolhas e modo de vida. O que faremos com a nossa tecnologia quando ela não for mais útil é um dos grandes desafios deste século.
De acordo com o Instituto Akatu em 2008 o número de PCs , os computadores pessoais , deva atingir o absurdo de 1 bilhão de unidades no mundo.
Já em 2015 , de acordo com uma estimativa da consultoria Forrester Research , esta cifra dobra e chega a dois bilhões de PCs no planeta.
Ou seja , em sete anos o número de computadores dobrará.
E você está preparado para esta realidade? Sabe se a Política Nacional de Resíduos Sólidos está pensando nisso? Você sabe o que fazer com seu computador velho , por exemplo?
Não só computadores como as TVs antigas , rádios , videocassetes , mouses , teclados e outra infinidade de produtos gerados nestas ultimas décadas um dia serão descartados.
É o conhecido lixo eletrônico , que já é um grande problema em países em desenvolvimento , por exemplo , como a China.
O problema de jogar um eletrônico no lixo é que são justamente ao aparelhos mais antigos que contêm mais substâncias tóxicas.
As pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d'água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a fauna das regiões circunvizinhas e o homem, pela cadeia alimentar.
Devido a seus componentes tóxicos, as pilhas podem também afetar a qualidade do produto obtido na compostagem de lixo orgânico. Além disso, sua queima em incineradores também não consiste em uma boa prática, pois seus resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode volatilizar, contaminando a atmosfera.
Os componentes tóxicos encontrados nas pilhas são: cádmio, chumbo e mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, pois eles são bio acumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode também ocasionar mutações genéticas.
As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado.
Resoluções CONAMA: Nº 257, Ano:1999 - "Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, tenham os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequados" - Data da legislação: 30/06/1999 - Publicação DOU: 22/07/1999
Se for rejeitado junto com outros resíduos, o vidro não se aproveita e dificilmente se decompõe.
No entanto, a sua reciclagem é simples e a fabricação de uma tonelada de vidro reciclado evita a extração de uma tonelada de areia dos nossos rios.
Além disto, gasta-se menos de 32% de energia, 50% de água e evita em 20% a poluição atmosférica inerente ao processo de fabricação.
Como Preparar
Os moradores de cidades onde já estão implantados os programas de Coleta Seletiva devem observar as regras básicas para a preparação dos materiais que podem ser reciclados. Para vidros observe o seguinte:
Limpe, enxague e retire a tampa, rótulos, etiquetas e adesivos. Procure não quebrar o vidro.
Vidros que podem ser reciclados
Vidros que não podem ser reciclados
Copos
Frasco de Remédio
Jarras
Garrafas
Vidro Colorido
Vidro de Automóvel
Pirex
Espelho
Tubo de TV
Lâmpada
Óculos
Cristal
O plástico constitui um sério problema porque é muito barato de se produzir e sua biodegradabilidade é muito lenta, em razão de suas cadeias moleculares longas e complexas. Quando o plástico é reciclado, geralmente é transformado em uma nova forma. O plástico é classificado em diferentes tipos e cores, filtrado e peneirado de contaminantes, depois cortado e derretido em bolotas ou extrusado na forma de fibras. Esses materiais podem ser usados de muitas maneiras: tecido de lã acrílica, materiais de construção duráveis, móveis moldados ou material isolante.
Dezesseis e meio por cento dos plásticos rígidos e filme são reciclados em média no Brasil, o que equivale a cerca de 200 mil toneladas por ano. O Brasil ocupa o 4º lugar na reciclagem mecânica do plástico, ficando atrás apenas da Alemanha, Áustria e EUA. Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de mil toneladas por ano de garrafas descartáveis.
Qual é o papel do consumidor na reciclagem do plástico? Como as pessoas podem contribuir para melhorar o índice brasileiro?
Ao consumidor cabe separá-lo em casa e entregá-lo para a coleta seletiva da prefeitura ou às cooperativas de catadores. Pode também depositá-lo nos lixos vermelhos de reciclagem, disponibilizados por diversas lojas e supermercados. O material será recolhido, separado e vendido (ou doado, depende do caso) para indústrias de reciclagem que, por sua vez, executarão a reciclagem propriamente dita.
O que entra no "lixinho vermelho"?
O plástico é um material muito versátil, é comum o observarmos em diversos níveis de rigidez, gramatura e cores. Eles podem ser divididos em dois grupos:
- Rígidos: aparelhos telefônicos, eletrodomésticos, garrafas PET, carros e lapiseiras;
- Filmes: sacolinhas plásticas, embalagem de cigarro e papel filme.
Em ambos os grupos, (quase) todos os componentes são recicláveis e, portanto, devem ser encaminhados para a reciclagem. A exceção (o que não é reciclado) fica por conta de cabos de panela, botões de rádio, pratos, canetas, bijuterias e espuma, entre outros produtos.
Lembre-se de que não se recicla dois ou mais tipos de plástico ao mesmo tempo, antes de entrar no sistema eles são separados. Portanto, antes de descartar a garrafa PET, separe a tampinha e o rótulo da embalagem. O mesmo vale para o tubo e a tampa da pasta de dentes, do shampoo, e por aí vai. Não custa nada dar uma mãozinha aos “empresários verdes”, não é mesmo? Afinal de contas, eles estão fazendo um bem ao nosso planeta.
A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados. Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica.
Para se ter uma idéia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio economiza suficiente energia para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.
Latas de Aço
A lata de aço é a embalagem mais reaproveitada e reutilizada pelo consumidor, mas também pode ser infinitamente reciclada. Nos fornos das siderúrgicas não-integradas à produção de minério, cerca de 230 mil toneladas de latas descartadas após o consumo - 30% da produção nacional - converte-se em vergalhões, arame, aço plano ou laminado para diferentes aplicações, economizando energia e recursos naturais. A cada 75 latas recicladas salva-se uma árvore que se transformaria em carvão vegetal. A cada 100 latas refundidas, economiza-se o equivalente a uma lâmpada de 60 Watts, acesa durante uma hora.
Inovação da reciclagem: o aço do World Trade Center
Muitos dos escombros de aço dos ataques terroristas no World Trade Center foram enviados para a China (um mercado faminto por sucata de metal), ao passo que algumas peças foram recicladas nos Estados Unidos de formas simbólicas. Várias toneladas do aço do Trade Center foram recicladas e usadas para a construção do casco do navio de assalto anfíbio da Marinha americana, o USS New York [fonte: Snopes.com - em inglês].
Pequenos pedaços de aço do World Trade Center foram impressos com bandeiras americanas e usados na construção dos veículos Spirit e Opportunity da Nasa em Marte [fonte: NY Times - em inglês].
A reciclagem do papel não exige processos químicos para obtenção da pasta de celulose, diminuindo com isso a poluição do ar e rios. Reduz a necessidade do corte de árvores, há uma grande economia de água e se gasta metade da energia usada para fabricar papel a partir da madeira.
Os papéis combinados com outros materiais (plastificados, metalizados, papel carbono, etc..., ou muito sujos de graxa, gordura, alimentos, e também os papéis higiênicos, não devem ser misturados com os papéis que serão reciclados.
Os papéis industrializados no Brasil, hoje, contém uma porcentagem de papéis usados. Pode-se produzir o papel com 100% do papel usado.
No Brasil o eucalipto é a espécie mais utilizada, por seu rápido crescimento, atigindo em torno de 30 metros de altura em 7 anos.
Reciclando uma tonelada de papel economizamos: 4.200KW/h de energia; 17 árvores; 27Kg de poluição do ar; 26.495 litros de água.
Fonte: Fibranew
Os moradores de cidades onde já estão implantados os programas de Coleta Seletiva devem observar as regras básicas para a preparação dos materiais que podem ser reciclados. Para papéis observe o seguinte:
* Nunca coloque em saco plástico.
* Nunca amarre com arame ou fita.
* No local de recebimento, deposite-o corretamente.
Papéis que podem ser reciclados
Papéis que não podem ser reciclados
Jornal
Papel de Computador
Saco de Papel
Papel de Escritório
Revista
Impresso
Papel Branco
Papel Misto
Papelão
Embalagem Longa Vida
Papel Engordurado
Carbono
Celofane
Papel Plastificado
Papel Parafinado (fax)
Papel Metalizado
Papel Laminado
Papel Toalha e Higiênico
Guardanapo com Comida
Papel Vegetal
Papel Siliconizado
Os pneus usados podem ser reutilizados após sua recauchutagem. Esta consiste na remoção por raspagem da banda de rodagem desgastada da carcaça e na colocação de uma nova banda. Após a vulcanização, o pneu "recauchutado" deverá ter a mesma durabilidade que o novo. A economia do processo favorece os pneus mais caros, como os de transporte (caminhão, ônibus, avião), pois neste segmentos os custos são melhor monitorados.
Há limites no número de recauchutagem que um pneu suporta sem afetar seu desempenho. Assim sendo, mais cedo ou mais tarde, os pneus são considerados inservíveis e descartados.
Os pneus descartados podem ser reciclados ou reutilizados para diversos fins. Entre eles, destacamos: na engenharia civil, na regeneração da borracha, na geração de energia, no asfalto modificado com borracha, entre outros.
(Fonte: SEBRAE/SP)
Resoluções CONAMA: Nº 258, Ano:1999 - "Determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam obrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequadas aos pneus inservíveis" - Data da legislação: 30/06/1999 - Publicação DOU: 02/12/1999
Reciclagem de Pneus Inservíveis
O pneu inservível é coletado, picado e destinado a diversos usos:
* Combustível e asfalto
* Pneu maciço para rodas de carrinhos de supermercado, carrinhos de bebe, entre outros;
* Sola de sapato
* Rodo/Guarnição
* Tapetes
* Tubos/Manilhas para construção civil
* Correias/ Cinta para sustentação de sofá/ arreio para animais
* Pára-lamas de caminhões
As embalagens são feitas de papel (cartão), plástico (polietileno de baixa densidade) e alumínio. O papel corresponde a 75% da embalagem, o plástico a 20% e o alumínio a 5%Um dos objetivos das embalagens é proteger o seu conteúdo e neste sentido a embalagem Tetra Brik® Aseptic ou embalagem Longa Vida é muito eficiente pois mantém bactérias e outros microorganismos longe de alimentos como leite e suco de frutas, preservando-os por muitos meses. Nenhum conservante artificial é adicionado, sendo, portanto, um alimento 100% natural.
Além disso, uma embalagem deve facilitar a distribuição e o armazenamento dos produtos.
Com uma embalagem Longa Vida o alimento pode ser mantido sem refrigeração, economizando energia da geladeira e de caminhões frigoríficos. O peso da embalagem é outro fator importante a ser considerado pois, para embalar um litro de alimento, são necessários somente 28 gramas de material, economizando recursos naturais e gasto de combustível durante o transporte.
A reciclagem das fibras e do alumínio/polietileno que compõem a embalagem tem início nas fábricas de papel, em um equipamento chamado “hidrapuper”, semelhante a um liquidificador gigante. As fibras são hidratadas, isto é, absorvem água, separando-se das camadas de alumínio/polietileno. Em seguida são lavadas e purificadas. Após a purificação, podem ser usadas para a produção de papel toalha, caixas de papelão, embalagens para ovos, palmilhas de sapato, papel para impressão,etc.
O material restante, composto de alumínio/polietileno, pode ser queimado em caldeiras de biomassa, com filtros especiais para evitar a poluição atmosférica, gerando vapor que será utilizado na própria fábrica de papel. As camadas de alumínio/polietileno podem também ser destinadas às fábricas de processamento de plástico e recicladas através de um processo chamado termo-injeção, através do qual este material pode ser usado para produzir peças plásticas, como cabos de pá, ventoinhas de motores, canetas, réguas e outros. Assim, os três componentes de uma embalagem Tetra Pak podem voltar a ser utilizados.
Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário. A fermentação produz dois produtos: o chorume e o gás metano.
Menos de 3% do lixo vai para as usinas de compostagem(adubo).
O lixo hospitalar, por exemplo, deve ir para os incineradores.
Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado!!
Por quê?
Porque reciclar é 15 vezes mais caro do que jogar o lixo em aterros.
Nos países desenvolvidos como a França e Alemanha, a iniciativa privada é encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino do lixo e o consumidor também tem que fazer sua parte. Por exemplo, quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, é preciso entregar a usada.
Uma garrafa plástica ou vidro pode levar mais de 500 anos para decompor-se. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. Porém todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria prima, sem perder as propriedades.
Quais as cores dos containeres para coleta seletiva?
O novo regulamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMAResolução n°. 25), estabelece um sistema de cores de fácil visualização, de validade nacional e inspirado em formas de codificação já adotadas internacionalmente para identificação dos recipientes e transportadores usados na coleta seletiva.
Este é o padrão de cores adotado pelo CONAMA:
Papel / Papelão
Plástico
Vidro
Metal
Não Recicláveis
Preto
Madeira
Laranja
Resíduos Perigosos
Branco
Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo
Resíduos radioativos
Marrom
Resíduos orgânicos
Cinza
Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.
Qual o tempo de degradação dos materiais encontrados no lixo urbano?
Material
Tempo de Degradação
Aço
Mais de 100 anos
Alumínio
200 a 500 anos
Cerâmica
Indeterminado
Chicletes
5 anos
Cordas de nylon
30 anos
Embalagens Longa Vida
Até 100 anos (alumínio)
Embalagens PET
Mais de 100 anos
Esponjas
Indeterminado
Filtros de cigarros
5 anos
Isopor
Indeterminado
Louças
Indeterminado
Luvas de borracha
Indeterminado
Metais (componentes de equipamentos)
Cerca de 450 anos
Papel e papelão
Cerca de 6 meses
Plásticos (embalagens, equipamentos)
Até 450 anos
Pneus
Indeterminado
Sacos e sacolas plásticas
Mais de 100 anos
Vidros
Indeterminado
Fonte: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
(esses valores são apenas referenciais, pois o tempo de decomposição está diretamente relacionado ao volume do material e as condições em que ele está disposto no solo)
Separando todo o lixo produzido em residências, lavando as embalagens e latas, estaremos evitando a poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Além disso, estaremos poupando a meio ambiente e contribuindo para o nosso bem estar no futuro, ou você quer ter sua água racionada, seus filhos com sede, com problemas respiratórios.
Algumas Vantagens:
- Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar.
- Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita.
- Quantas latinhas de refrigerantes você já jogou até hoje?
- Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.
Agora imagine só os aterros sanitários: quanto material que está lá, ocupando espaço, e poderia ter sido reciclado!
- Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do solo.
- Melhora a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar o lixo, dificilmente o joga nas vias públicas.
- Gera renda pela comercialização dos recicláveis. Diminui o desperdício.
- Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da Prefeitura.
- Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.
Há mais de 10 anos o IECJ foi a plenário na Câmara Municipal para falar sobre Reciclagem.
E a partir do dia 24 de março de 2008, se faz a coleta de lixo, aqui, na escola. Contratamos a empresa “Vicchiatti“, que vem buscar o lixo e reverte em dinheiro para a APAE de nossa cidade.
Temos também no pátio coletores de Pilhas e Baterias.
Coleta de lixo no IECJ
Lixeiras Jardim
Coletor de Pilhas/Baterias
Lixeiras (Educação Infantil)
Lixeiras (Ensino Fundamental e Médio)
Coletor Principal - Aqui se faz a retirada dos materiais pela empresa "Vicchiatti".
A separação do lixo é fundamental para evitar a contaminação dos resíduos sólidos. A limpeza dos materiais é um dos itens que encarece o processo de reciclagem
Mesmo não havendo coleta seletiva na grande maioria dos municípios do Brasil, a prática da separação e limpeza dos materiais recicláveis facilita a seleção pelos catadores, diminui o volume do lixo e cria hábitos que deverão ser incorporados pela população e praticados pelo resto da vida.
Como separar o lixo?
Primeiramente é importante separar os resíduos secos (ou sólidos) dos úmidos e do sanitário:
- secos - materiais que podem ser reciclados - embalagens, pilhas e baterias, pneus, papéis, etc;
- úmidos - restos de comida, plantas, poeira;
- sanitários - lixo do banheiro - papel higiênico usado, absorventes, cotonetes, seringas, fraldas descartáveis, etc
Depois da seleção, cuide dos resíduos secos:
- Limpe os materiais recicláveis;
- Amasse as embalagens para diminuir o seu volume;
- Separe em sacos os vidros, plásticos, papéis e metais, que são os mais comuns;
- Baterias e lâmpadas podem ser perigosos e contaminantes. Informe-se sobre postos de coleta específicos para esses materiais.
Todo esse trabalho pode parecer desanimador em municípios que não contam com a coleta seletiva, mas não se engane, seguramente você estará contribuindo com os catadores e facilitando a reciclagem.
Além da reciclagem você pode contribuir de diversas maneiras, basta dar uma olhada na Internet. Aí vão alguns exemplos:
Litros de Luz
Como fazer lâmpadas a partir de garrafas PET para aproveitar a luz natural.
Fazendo papel reciclado
Uma receita para fazer papel reciclado em casa.
O QUE VOCÊ PRECISA:
• papel e água
• bacias: rasa e funda
• balde
• moldura de madeira com tela de nylon ou peneira reta
• moldura de madeira vazada (sem tela)
• liquidificador
. jornal ou feltro
• pano (ex.: morim)
• esponjas ou trapos
• varal e pregadores
• prensa ou duas tábuas de madeira
• peneira côncava (com "barriga")
• mesa
ROTEIRO:
A - Preparando a polpa:
Pique o papel e deixe de molho durante um dia ou uma noite na bacia rasa, para amolecer. Coloque água e papel no liquidificador, na proporção de três partes de água para uma de papel. Bata por dez segundos e desligue. Espere um minuto e bata novamente por mais dez segundos. A polpa está pronta.
B - Fazendo o papel:
1. Despeje a polpa numa bacia grande, maior que a moldura.
2. Coloque a moldura vazada sobre a moldura com tela. Mergulhe a moldura verticalmente e deite-a no fundo da bacia.
3. Suspenda-as ainda na posição horizontal, bem devagar, de modo que a polpa fique depositada na tela. Espere o excesso de água escorrer para dentro da bacia e retire cuidadosamente a moldura vazada.
4. Vire a moldura com a polpa para baixo, sobre um jornal ou pano.
5. Tire o excesso de água com uma esponja.
6. Levante a moldura, deixando a folha de papel artesanal ainda úmida sobre o jornal ou morim.
C - Prensando as folhas
Para que suas folhas de papel artesanal sequem mais rápido e o entrelaçamento das fibras seja mais firme, faça pilhas com o jornal da seguinte forma:
• Empilhe três folhas do jornal com papel artesanal. Intercale com seis folhas de jornal ou um pedaço de feltro e coloque mais três folhas do jornal com papel. Continue até formar uma pilha de 12 folhas de papel artesanal.
• Coloque a pilha de folhas na prensa por 15 minutos. Se não tiver prensa, ponha a pilha de folhas no chão e pressione com um pedaço de madeira.
• Pendure as folhas de jornal com o papel artesanal no varal até que sequem completamente. Retire cada folha de papel do jornal ou morim e faça uma pilha com elas. Coloque esta pilha na prensa por 8 horas ou dentro de um livro pesado por uma semana.
Efeitos decorativos
Misture à polpa: linha, gaze, fio de lã, casca de cebola ou casca de alho, chá em saquinho, pétalas de flores e outras fibras.
Bata no liquidificador junto com o papel picado: papel de presente, casca de cebola ou de alho.
Coloque sobre a folha ainda molhada: barbante, pedaços de cartolina, pano de tricô ou crochê. Neste caso, a secagem será natural - não é necessário pressionar com o pedaço de madeira.
Para ter papel colorido: bata papel crepom com água no liquidificador e junte essa mistura à polpa. Outra opção é adicionar guache ou anilina diretamente à polpa.
Dicas importantes
A tela de nylon deve ficar bem esticada, presa à moldura por tachinhas ou grampos.
Reutilize a água que ficar na bacia para bater mais papel no liquidificador
Conserve a polpa que sobrar: peneire e esprema com um pano.
Guarde, ainda molhada (em pote plástico no congelador) ou seca (em saco de algodão).
A polpa deve ser ainda conservada em temperatura ambiente.
Plante uma árvore pela Internet
O site clickarvore permite que você faça isso:
O que é o clickarvore ?
O clickarvore é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada click corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras, e agora também pela própria sociedade civil através de uma nova ferramenta de e-commerce.
O clickarvore é uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril, com o apoio de empresas patrocinadoras.
Como funciona ?
A Fundação SOS Mata Atlântica, o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril unem seus esforços neste Programa para captar recursos e convertê-los em árvores com a ajuda da Internet. Para cada click, uma árvore será plantada. Assim, pretendemos mudar o atual quadro de devastação da Mata Atlântica.